quarta-feira, 25 de abril de 2012

De acordo com pesquisa; Estilo de vida mais saudável reduziria casos de câncer à metade


A metade de todos os cânceres poderia ser evitada se as pessoas adotassem estilos de vida mais saudáveis, afirmaram cientistas norte-americanos em um estudo publicado esta semana. O tabagismo é responsável por um terço de todos os casos de câncer nos Estados Unidos, e até três quartos dos casos de câncer de pulmão no país poderiam ser evitados se as pessoas não fumassem, destacaram em artigo publicado na revista Science Translational Medicine.
Estudos científicos já demonstraram que muitos outros tipos de câncer também podem ser evitados, seja com vacinas, como as disponíveis contra o HPV (papilomavírus humano) e a hepatite, que podem provocar câncer de colo do útero e de fígado, ou com proteção contra a exposição ao sol, que pode causar câncer de pele. A sociedade precisa reconhecer a necessidade dessas mudanças e levá-las a sério na tentativa de desenvolver hábitos mais saudáveis, alertaram os pesquisadores.
— É hora de investirmos em aplicar o que sabemos — disse a principal autora do artigo, Graham Colditz, epidemiologista do Centro Oncológico Siteman da Universidade de Washington em St. Louis, Missouri.
Praticar exercícios, comer bem e não fumar são hábitos chave para evitar quase a metade das 577 mil mortes por câncer nos Estados Unidos previstas para este ano, um número superado apenas pelas doenças cardíacas. Mas os especialistas destacaram uma série de obstáculos para as mudanças de hábito. Entre eles, o ceticismo de que o câncer pode ser evitado e o hábito de intervir tarde demais para deter ou prevenir um tumor maligno já instalado. Além disso, grande parte das pesquisas sobre o câncer se concentra no tratamento no lugar da prevenção, e tende a ter uma visão de curto prazo no lugar de um enfoque de longo prazo.
As grandes diferenças de renda entre as classes sociais também são apontadas como como complicadores para evitar a doença, fazendo com que os mais pobres fiquem mais expostos a fatores de risco: “as mamografias, os exames de cólon, o apoio para a dieta e a nutrição, os recursos para parar de fumar e os mecanismos de proteção solar simplesmente estão menos disponíveis para os pobres”, diz o estudo.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Uma atividade que dá resultados

Criança, adulto, idoso. Todos podem fazer a ginástica que fortalece o abômen e os músculos, conferindo mais resistência e disposição para os praticantes.

” Senti mais resistência, mais força muscular, mais disposição. Gostei ”. A afirmação é da Nair de Souza Amaral, recém adepta do Pilates. Com apenas alguns meses de prática ela já sentiu os benefícios relatados. Melhora sentida não apenas por ela, mas também observada pelos filhos e o marido: “Eles falam que estou bem mais disposta”, diz Nair.
E muitos são os praticantes de Pilates que elogiam a atividade. José Carlos diz que tem um corpo novo. Ana fala que sentia dores nas costas e hoje não tem mais esse incômodo. Nair tem mais resistência inclusive para as caminhadas que faz rotineiramente. Todos têm em comum, com certeza, uma postura corporal melhor, propiciada pela atividade.
Para Ricardo Cortinove, coordenador de Esportes de uma Associação, o Pilates é uma atividade que traz resultados rápidos para qualquer pessoa, independente do nível de condicionamento físico. “Esse método pode trazer inúmeros benefícios à saúde, tanto no condicionamento dos músculos, tonificando-os e tornando-os mais fortes, quanto na parte estética”, diz. Ricardo comenta que o foco da atividade é a promoção da saúde como um todo, com exercícios que trazem a melhora da postura. Tudo conseguido com movimentos fluentes, feitos sem pressa e com o controle necessário para evitar o estresse.
Segundo as professoras Maria Elisa Kostrzewa, Ana Carolina Bemvenutti, Samia Santos Souza e Deborah Getter, o Pilates não tem restrições, até para aqueles que precisam melhorar a coordenação motora, que não tiveram estímulo na infância. “Indico Pilates também para as pessoas que são ansiosas, para as que estão há muito tempo paradas, sem atividade física”, diz Deborah, explicando que a atividade ajuda nesse sentido porque alia respiração e concentração. Ela costuma incentivar os alunos a um procedimento que não tem erro: “Com dez aulas você notará diferença no seu corpo. Com 20, os outros notarão. Com 30, terá um corpo novo”.
E é importante que o aluno seja disciplinado, que frequente com assiduidade as aulas. Esse “levar a sério” alertado por Deborah é reforçado pela professora Ana Carolina. “Pilates é qualidade de vida, uma modalidade que, se levada a sério, dá resultado”, afirma. Ela comenta que se precisasse daria aulas de Pilates o dia todo, por ser gratificante ver alunos que antes reclamavam de dor nas costas, de gente que relatava dores causadas por escoliose na coluna, e que melhoraram a partir da prática da ginástica. A atividade confere alívio de dores na coluna, pelo fortalecimento abdominal (todos os movimentos devem ser feitos necessariamente com o abdômen contraído). E mais do que isso, propicia uma trabalho equilibrado, que respeita os limites do praticante que vai evoluindo com o passar das aulas. “É muito gratificante ver esses resultados tão positivos nas pessoas”, enfatiza Ana. Ela acrescenta, aos benefícios da condição respiratória, postural e resistência muscular, também a flexibilidade corporal.

Benefícios da bola Suíça

A Bola Suíça tem se tornado um instrumento terapêutico muito bem aceito entre aqueles que buscam promover um estilo de vida saudável, pois promove uma ampla gama de aplicações clínicas e exercícios físicos. Mas é claro, o profissional deve conhecer bem o seu paciente, os exercícios e usar o bom senso para um resultado mais seguro e eficiente.
A atividade com a Bola Suíça apresenta uma variedade de movimentos simples para se obter um corpo forte e flexível de uma maneira divertida e confortável, ideal para todas as pessoas que buscam saúde e bem-estar.
Cada vez mais popular no mundo do Fitness, o uso da bola suíça é extremamente versátil e muito eficaz. Exercitar-se com a bola permite que você se concentre em cada grupo muscular, fortalecendo e modelando áreas específicas.
Ela é um dos principais acessórios de exercício para o Pilates que produz excelentes resultados e auxilia na postura (Correção Postural sobre a Bola). A bola suíça pode ser utilizada na avaliação das deficiências de força, mobilidade, equilíbrio, coordenação e também na terapia manual.
As sessões sobre a bola visam aplicações para:
- Amplitude de movimento (assistência passiva/ativa);
- Fortalecimento de tronco, membros inferiores e superiores;
- Alongamento global;
- Treino cardiopulmonar (melhorando oxigenação e portanto nutrição celular);
- Mobilização articular;
- Manutenção de tônus muscular;
- Propriocepção postural;
- Relaxamento.

Qualquer pessoa pode realizar a terapia sobre a Bola Suíça sem distinção de idade, porém existe a necessidade de uma avaliação anteriormente aos exercícios.
A terapia com a bola, além de trazer resultados físicos, também trabalha com o emocional, pois é um trabalho de grande motivação para o paciente, fazendo-o sentir-se bem e capaz de vencer desafios.

domingo, 14 de agosto de 2011

Pilates: Mais exercícios, menos remédios


Um estudo verificou que mulheres acima de 60 anos que praticam 150 minutos por semana de atividades físicas moderadas, como caminhadas, consomem menos remédios em comparação às que não têm o mesmo hábito.
A conclusão é de Leonardo José da Silva, no trabalho de mestrado “Relação entre nível de atividade física, aptidão física e capacidade funcional em idosos usuários do programa de saúde da família”, realizado na Universidade Federal de São Paulo com Bolsa da FAPESP.
Silva acompanhou 271 mulheres com idade acima de 60 anos que participaram do Programa de Saúde da Família, organizado pela Prefeitura Municipal de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. As participantes que cumpriram um programa de exercícios variados de no mínimo 150 minutos semanais apresentaram consumo de medicamentos 34% menor em comparação às mais sedentárias.
“Esse tempo mínimo de exercícios de 2,5 horas semanais é preconizado pela American Heart Association e pelo American College of Sports Medicine”, disse Silva à Agência FAPESP. Com menos de 10 minutos semanais de atividade física o indivíduo é considerado sedentário e entre 10 minutos e 150 minutos de exercícios por semana ele é categorizado como insuficientemente ativo.
Os resultados do estudo de Silva foram apresentados em maio no 3th International Congress Physical Activity and Public Health realizado em Toronto, no Canadá.
Silva contou com uma parceria entre a Unifesp e o Centro de Estudos de Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs). Guiomar Silva Lopes, professora do Departamento de Medicina Preventiva da Unifesp e orientadora de Silva, considera o programa oferecido pela cidade paulista aos idosos uma valiosa fonte de pesquisa. “Trata-se de uma população pequena e estável, o que facilita o acompanhamento dos participantes durante prazos mais longos”, disse.
As atividades físicas disponibilizadas incluem caminhadas, exercícios de aprimoramento de força muscular, equilíbrio, flexibilidade e capacidade aeróbica. Há também visitas domiciliares feitas por agentes de saúde, nas quais os idosos são incentivados a praticar atividades físicas frequentes, como ir ao mercado ou fazer um passeio a pé.
O consumo de remédios das participantes da pesquisa foi avaliado por meio do cadastro da Secretaria Municipal da Saúde de São Caetano do Sul. Na base de dados estão registradas informações relevantes sobre todos os participantes do Programa de Saúde da Família, incluindo os medicamentos consumidos regularmente.
Segundo Guiomar, os resultados do estudo poderão subsidiar políticas públicas que incentivem a atividade física visando à prevenção e controle das doenças crônicas associadas ao envelhecimento, reduzindo despesas com medicações e internações.
“Podemos perceber a importância desse estudo ao constatar que o idoso consome, no mínimo, cinco medicamentos associados a doenças ligadas ao envelhecimento”, disse a orientadora.
A relação causa e efeito entre atividade física e consumo de medicamentos ainda está sendo estudada. A redução dos níveis de pressão arterial proporcionada pela atividade física é uma das hipóteses levantadas pelo estudo de Silva, uma vez que a doença é uma das mais comuns entre a população idosa, estando presente em mais da metade das pessoas acima de 60 anos.
O diabetes, com prevalência de 25% entre idosos, é outra enfermidade afetada pelo nível de atividade física. “Há estudos indicando que exercícios respiratórios aumentam a sensibilidade do organismo à insulina”, comentou a professora da Unifesp.
O efeito é importante para as pessoas em cujos organismos a insulina não atua de maneira eficiente. “A resistência à insulina tem alta prevalência na população idosa e se caracteriza pela menor resposta à insulina, com aumento discreto da glicemia e da insulinemia. Estes fatores juntos contribuem para a obesidade e o aumento do risco de doenças cardiovasculares”, disse.
As mulheres são as que mais se beneficiam da prática de atividades físicas, no caso levantado em São Caetano do Sul. Guiomar conta que a pesquisa se restringiu ao público feminino porque ele representa a grande maioria dos participantes do programa.
A professora ressalta que não são completamente conhecidas as razões que levam a menor participação masculina nessas atividades. “Sabemos que a mulher tem expectativa de vida um pouco maior do que a do homem, aumentando a frequência de mulheres viúvas e sozinhas, porém esse fato não explica a absoluta ausência masculina”, disse.
Segundo Silva, o estudo destaca o fortalecimento da medicina preventiva, área que se encontra em crescimento e tem laços com a educação física. “A prescrição de medicamentos ainda é preponderante na prática médica. Podemos diminuir esse consumo de remédios com métodos de prevenção baratos e simples como a atividade física”, sugeriu.