quarta-feira, 24 de abril de 2013

Crianças podem ser afetadas pela Osteoporose


Com o aumento da longevidade, avançaram os cuidados com a perda da densidade mineral óssea e consequente enfraquecimento dos ossos, que aumentam o risco de fraturas. "A osteoporose é uma doença predominantemente de idosos, mas pode acometer jovens e até crianças, devido a doenças metabólicas e utilização de medicamentos que provoquem a desmineralização dos ossos", afirma Gines Henrique Martines, ginecologista e gerente médico da Central Nacional Unimed. Segundo o especialista, homens também sofrem de osteoporose, embora "suas consequências e gravidade nas mulheres sejam maiores devido à menopausa, quando a produção de estrógenos sofre uma redução drástica. Esse hormônio tem o papel de carreador e de fixador do cálcio na matriz óssea."

Como tratar

A osteoporose deve ser tratada a partir do diagnóstico firmado, mas hoje o grande objetivo médico é a prevenção de sua instalação, observa Martines. Nas mulheres, isso é mais facilmente obtido com a reposição hormonal e o emprego de substâncias como o alendronato, que substituem o estrogênio em levar e fixar o cálcio nos ossos. Exercícios físicos regulares, hábitos alimentares e exposição ao sol podem ajudar muito a postergar a instalação da doença.

"Nas mulheres, o principal tratamento é preventivo, pela reposição hormonal monitorada no climatério. Isso só é possível por um período máximo de 10 anos, sendo obrigatória a realização anual de exames preventivos de cânceres ginecológicos, que podem ser potencializados pelo uso do hormônio", explica Martines. Em idade mais avançada, são utilizadas substâncias carreadoras e o próprio cálcio sem a adição de hormônios.
Cuidados
A partir do início do envelhecimento, os ambientes devem ser adaptados, a fim de reduzir os riscos de quedas e de acidentes que provoquem fraturas. Pequenos bancos, tapetes, passadeiras, degraus e escadas velhas devem ser retiradas dos locais frequentados por idosos. Devemos guardar mantimentos e outros produtos de uso diários em locais acessíveis facilmente, para evitar o uso de bancos e de escadas.

Afinal, pequenas quedas podem ocasionar graves fraturas, principalmente de bacia e colo de fêmur. Essas fraturas têm correção cirúrgica, mas sua recuperação é demorada, com redução de mobilidade e consequentes morbidades que ocasionam grande numero de óbitos nessa faixa etária.

O principal instrumento de diagnóstico é o exame de Densitometria Óssea, de fácil realização, indolor e que consegue firmar diagnóstico precoce e ainda acompanhar evolução e eficácia do tratamento.

Mitos e verdades

• Quem não gosta de leite tem maior risco de desenvolver osteoporose. Mito. Uma das dicas de prevenção da doença é a ingestão mínima de cálcio necessário para manter os ossos saudáveis. São recomendados 1.200 mg por dia. Quem não gosta de leite, pode consumir outros laticínios, como queijo.

• A osteoporose não tem cura. Verdade. A osteoporose não tem cura, e seu tratamento deve ser feito por médicos especializados, capazes de orientar sobre medicamentos que estabilizem o quadro da doença ou melhorem a qualidade de vida do paciente. Isso significa evitar maiores complicações e reduzir significantemente o risco de fraturas.

• Quem tem osteoporose não pode praticar atividade física. Mito. Praticar exercícios físicos é essencial. Nesse caso, os exercícios devem ter impacto mínimo. Caminhada é a atividade mais recomendada.

• A osteoporose é uma doença feminina. Mito. Mulheres têm mais osteoporose que os homens, pois têm os ossos mais finos e mais leves e apresentam perda importante durante a menopausa. No entanto, homens com deficiência alimentar de cálcio e vitaminas estão sujeitos à doença. O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) criou o Programa de Osteoporose Masculina (PROMA), em março de 2004, com o objetivo de quantificar as vítimas da doença para tratá-las e estudar a sua incidência.

• A osteoporose é hereditária. Mito. Não basta o histórico familiar da osteoporose para que todos desenvolvam a doença. Mas é importante, sim, identificar se os pais são portadores de osteoporose. A vitamina D é mais eficiente na absorção do cálcio em algumas pessoas do que em outras, e essa característica é hereditária. Descendentes de pessoas com menor capacidade de absorção do cálcio no organismo e que tiveram osteoporose quando adultas têm maior probabilidade de contrair a doença. Mas bons hábitos alimentares podem mudar este quadro.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Movimente as pernas para evitar trombose


Se a sua escolha envolve uma viagem longa, preste atenção às dicas.
Se você vai passar quatro horas ou mais dentro de um ônibus ou de um avião, tome cuidado com a trombose. A trombose é a formação de coágulos no sangue, que normalmente começa nas pernas. O sangue fica mais grosso e aumenta o risco de entupimento de alguma veia ou artéria. O problema não se restringe às pernas – o sangue que engrossa lá pode bloquear a circulação no pulmão, por exemplo, o que causa uma embolia.

Na viagem, o risco aumenta porque a pessoa passa muito tempo sentada. Se as pernas ficam para baixo e paradas por muito tempo, a falta de movimento piora a circulação do sangue. A panturrilha – a batata da perna – funciona como um “segundo coração”. O coração bombeia o sangue até os pés, e ele retorna pelas veias que ficam na perna.

A trombose do viajante recebe também o apelido de “mal da classe econômica”, porque nessa parte do avião é ainda mais difícil se movimentar. Na primeira classe, é possível deitar a cadeira, o que facilita a circulação.

Seguir dicas básicas para proteger a circulação é mais barato que comprar um bilhete de primeira classe. Os cuidados começam antes do embarque, na hora de se vestir. Procure usar uma meia elástica – de preferência uma meia de compressão – e calçados bem confortáveis.

Outra dica é mover bastante as pernas durante a viagem. Se estiver no avião, levante-se e ande um pouco, mesmo que não precise ir ao banheiro. No ônibus, tente descer em todas as paradas, ainda que não queira comprar nada. O vídeo acima mostra exercícios que caem bem para essa situação.

Também é importante beber bastante água para manter o corpo bem hidratado, o que evita que o sangue engrosse demais – nada de bebida alcoólica, portanto.

A trombose não acontece só durante a viagem, é um risco ao qual todos estão sujeitos. A melhor maneira de evitá-la é fazendo atividades físicas, pois o exercício ativa a circulação. Quem já tiver a circulação comprometida – como os diabéticos, por exemplo – precisa redobrar os cuidados. Obesos, grávidas e mulheres que tomam pílula anticoncepcional -- principalmente se forem fumantes -- também entram no grupo de risco.


O principal sintoma da trombose é um inchaço na perna, principalmente se uma fica maior que a outra. Vermelhidão, aumento de temperatura e dores na batata da perna também podem indicar a doença. E é preciso ficar atento a esses sinais, porque a trombose é silenciosa, e a embolia pulmonar pode ser fatal.

Erisipela
Há uma doença com sintomas parecidos e causas muito diferentes que também se manifesta nas pernas. A erisipela atinge a camada superficial da pele, e é provocada por bactérias que estão presentes na nossa pele, principalmente nas mãos.

Se a pele estiver com um corte, uma picada de mosquito ou com micose, fica vulnerável à doença. Só de passar a mão infectada ou coçar, é possível contaminar a área e desenvolver a erisipela, que pode ser leve ou grave, dependendo da resistência do paciente.

A erisipela é mais comum nas pernas, mas pode aparecer no rosto, cotovelos e em outras partes do corpo.

domingo, 3 de março de 2013

Quer diminuir a barriga? corrija a postura


Antes de agendar uma lipoaspiração ou começar uma dieta superrestritiva, considere que, talvez, a barriguinha proeminente que você exibe pode ser resultado de má postura. Isso mesmo. Às vezes, aquela saliência localizada no abdômen se forma pela maneira incorreta com que a pessoa posiciona o corpo.
Conforme explica Diego Mardegan Tricca, especialista em fisioterapia esportiva, uma junção de fatores provoca o problema. "Se a pessoa tem uma pequena gordura localizada na região, alterações nas curvaturas da coluna podem fazer com que essa adiposidade pareça muito maior. Por exemplo: a diminuição da curvatura normal da lombar dá a impressão de que a barriga é maior; já a escoliose, quer dizer, o desvio da coluna para um dos lados, faz crer que existem pneuzinhos."
A boa notícia é que podemos, sim, minimizar a impressão de que existe uma camada de pele sobrando bem ali, com reeducação postural e fortalecimento das musculaturas do corpo. "Com os exercícios certos, ocorrerá uma descompressão dos órgãos e uma reestruturação das curvaturas da coluna, distribuindo melhor o volume da barriga. Mas é essencial que se consiga identificar quanto de gordura localizada há na região. Pois, se for algo acima da normalidade, será preciso recorrer a outros tratamentos, como dieta e atividade física", explica o fisioterapeuta. 


Falta de tônus


O abdômen é um músculo que requer contração e fortalecimento. Quando alguém está com a postura ereta, sem perceber mantém a barriga contraída – e, dessa forma, aumenta o tônus local. Já quem posiciona o corpo de forma errônea não faz isso, o que significa que perde parte da tonicidade abdominal.

"De um modo geral, existe uma relação direta entre má postura e fraqueza da musculatura do abdômen e de todo o centro do corpo", salienta a consultora técnica de pilates Luciana Ferreira, coordenadora e gestora do Atma Studio de Pilates e Studio Brasil Pilates, ambos em São Paulo.

O caminho para resolver a questão? Procurar um especialista em tratamento de coluna. "Só um profissional especializado poderá avaliar o problema. Se necessário, ele pedirá exames complementares, como raio X e ressonância magnética, para quantificar com exatidão a gravidade do quadro."

É importante considerar que a má postura não origina apenas a saliência próxima ao umbigo: também afeta a saúde e a qualidade de vida. "A pessoa passa a ter dores musculares ou nas articulações. Em casos mais graves, pode apresentar limitações nos movimentos e até ter sua medula comprometida", adverte Ferreira.

Pilates

A técnica de pilates, especialmente, trabalha a reeducação postural de forma dinâmica, estimulando todas as musculaturas necessárias para que o corpo entre em equilíbrio. Além disso, proporciona maior consciência corporal.

"[O Pilates] dá ferramentas para que o sujeito, no dia a dia, possa se perceber como um todo, monitorando-se interna e externamente para evitar disfunções como os erros de postura", diz a especialista, acrescentando que o exercício físico adequado e bem dosado conserva e preserva a vida. "É como tomar uma dose diária de um elixir da saúde."

Dicas para melhorar a postura (e, de quebra, diminuir a barriga)

- Ao sentar, faça-o com a coluna ereta, distribuindo o peso do corpo entre os discos vertebrais, ou seja, literalmente sentando em cima da musculatura do bumbum. As pernas devem ficar paralelas, e as costas totalmente apoiadas na cadeira ou no sofá. "Cuide, também, para que os dois pés estejam bem encostados no chão, e não mantenha as pernas cruzadas", diz o especialista em fisioterapia esportiva Diego Tricca

- Quando caminhar, contraia levemente a barriga e deixe os ombros abertos, para que o corpo fique reto e o queixo paralelo ao chão. Lembre-se: andar e sentar da forma certa favorece o trabalho dos músculos da coluna e do abdômen, fortalecendo-os, melhorando o tônus e incrementando a circulação sanguínea e a drenagem linfática na região

- Na hora de dormir, deite de lado, repousando a cabeça sobre um travesseiro na altura apropriada, que garanta o alinhamento perfeito do pescoço com o tronco – a cabeça não pode ficar inclinada para cima ou para baixo. Acomodar um travesseiro entre os joelhos, com as pernas semiflexionadas, também auxilia para a saúde da lombar

- Se trabalha sentado, providencie para que a cadeira tenha apoio para os braços. Com os cotovelos flexionados a 90 graus e encostados, posicione os pulsos na mesa ao digitar no teclado do computador

- Verifique se a tela do computador está na localização certa: o centro dela deve ficar na altura entre seu nariz e seus olhos

- Nunca use notebook na cama ou no colo. "Sua postura estará inteiramente errada, forçando principalmente a cervical (pescoço), podendo gerar até um torcicolo", salienta o fisioterapeuta

- Caso tenha que digitar o dia todo em um computador portátil, providencie um mouse e um teclado independentes e deixe a tela na posição correta

- Ao utilizar smartphone, cuide da postura para não ficar muito tempo com o pescoço para baixo e os braços suspensos. "A consequência deste mau hábito é, no mínimo, uma boa dor muscular", diz Diego Tricca

- Quando falar ao telefone, evite sustentar o aparelho entre a cabeça e o ombro, entortando o pescoço. Segure-o normalmente, com a mão

- Não permaneça mais de uma hora sentado, sem se movimentar. Habitue-se a levantar e esticar o corpo, andando um pouco e alongando a coluna

- Pratique exercícios físicos. A falta de atividade promove a flacidez dos músculos e sobrecarrega a coluna vertebral. Como resultado, quem é sedentário tem mais dificuldade para manter a postura. "Mas é preciso ter orientação profissional para que os desvios, desalinhamentos e desequilíbrios possam ser atenuados ou corrigidos. Com a prática sem acompanhamento, os problemas podem ser até agravados", sustenta a consultora de pilates Luciana Ferreira

- Para ajudar a melhorar a postura, há modalidades específicas, como pilates, RPG (Reeducação Postural Global) e Iso-streching. Nestas aulas, você realizará exercícios que visam a prevenção e correção das alterações musculoesqueléticas e as disfunções de coluna e postura. "O professor irá trabalhar em cima do que foi constatado na avaliação postural, restabelecendo os padrões normais para cada indivíduo", diz Diego Tricca.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Joelho saudável

Durante uma corrida, o impacto entre o pé e o solo dobra. E essa sobrecarga repercute, sim, no joelho. Mas ele lida bem com o volume extra de trabalho - e, se não há exagero ou alguma contraindicação como as citadas abaixo, sai até no lucro.

Uma revisão de 28 artigos da Universidade  Monash, Austrália, conclui: quem sua a valer tem a junta fortalecida. Ou seja, diferentemente do que muitos imaginam, a cartilagem do joelho é fortalecida pela atividade física.

"A cartilagem, por exemplo, é mais espessa nessa gente". constata Ricardo Nahas, médico do esporte e ortopedista do Hospital Nove de Julho, em São Paulo. " Mas é claro que uma enorme sobrecarga pode causar alterações prejudiciais", alerta.

Está aí mais uma razão para buscar orientação constante de um bom profissional - afinal, só ele é capaz de delimitar os seus limites corretamente e, dessa maneira, deixar seu joelho firme e forte por muito tempo.
 
Cuidado com...

...obesidade e gestação

O peso de sobra mexe com a posição corporal: a base da coluna vai pra frente e os membros inferiores, durante uma passada, fazem movimentos em forma de arco. E tamanhas modificações acabam exigindo em demasia do aparelho locomotor como um todo.

...lesões anteriores

Elas comprometem certas estruturas e, aí, deixam a articulação pouco resistente aos abalos constantes de uma corrida.

...alterações ortopédicas

Pés desalinhados, pernas fora de eixo e por aí vai dificultam a absorção de impacto.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Fisioterapeuta, doutor?




A origem do termo doutor encontra-se na palavra latina doctor, que significa mestre ou professor, pertencente à família do verbo docere, cuja tradução é ensinar. Um doutor, considerando-se do ponto de vista estritamente etimológico da palavra, é aquele que ensina. Segundo os nossos atuais dicionários Aurélio, Houaiss e Michaelis, doutor, em suma, significa: aquele que cursou o doutorado; uma pessoa considerada muito culta, importante; todo o indivíduo formado em curso superior.

Segundo o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional - CREFITO, o fisioterapeuta deve usar e apresentar-se como Doutor na sua atuação profissional com respaldo legal para tal, considerando o princípio da isonomia, da tradição cultural de nosso país e da sua fundamentação científica profissional. Alguns fisioterapeutas brasileiros usam a abreviação Ft. (fisioterapeuta) transcrita dos fisioterapeutas portugueses e originada do molde PT (physiotherapeutic) dos norte-americanos ao invés de usar o título Dr. A abreviatura FT. não é oficial no Brasil, e portanto não é reconhecida pelos CREFITO's e COFFITO.

RESPALDO LEGAL PARA O USO DE DOUTOR PELO FISIOTERAPEUTA:
O PRESIDENTE DO CONSELHO REGIONAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL DA 5ª REGIÃO – CREFITO-5;
No uso de suas atribuições e competência prevista no inciso II, do art. 44, da Resolução COFFITO-6, tendo em vista o deliberado na Reunião de Diretoria, realizada em 23/10/2000, em consonância com a luta até então desenvolvida pelo Egrégio Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – COFFITO, e considerando:

1- A não existência do direito positivo brasileiro, consubstanciado na Lei n. 5.540 de 28.01.68, e no Decreto Lei n. 465 de 10.02.65, de preceitos legais disciplinando a concessão do título de Doutor;

2- Baseando-se em que o uso do título de Doutor tem por fundamento procedimento isonômico, sendo, em realidade, a confirmação da autoridade científica profissional perante o paciente;

3- Que o título de Doutor tem por fundamento praxe jurídica do direito consuetudinário, sendo de uso tradicionalmente aceito entre os profissionais de nível superior;

4- Que a praxe jurídica fundamentada nos costumes e tradições brasileiras, tão bem definidas nos dicionários pátrios, assegura a todos diplomados em curso de nível superior, o legítimo direito do uso do título de Doutor;

5- Que a não utilização do título de Doutor leva a sociedade e mais especificamente a clientela do profissional da área a que se destina assistência fisioterapêutica, pressupor uma inadmissível e inconcebível subalternidade, em se tratando de profissional de nível superior;

6- Que deve ser mantida isonomia entre os componentes da Equipe de Saúde e que o título de Doutor é um complemento, um “plus” na afirmação de um legítimo direito conquistado ao nível de aprofundamento em uma prática terapêutica com fundamentação científica;

7- A inexistência, na língua portuguesa e na legislação própria das expressões FT e TO, o que por lógico torna inadmissível a utilização de tais abreviaturas como identificação do profissional da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional, respectivamente;

8- Que expressões outras que não Fisioterapia, dificultam e não identificam de forma clara e objetiva o profissional da Fisioterapia;

DECIDE: Recomendar aos Fisioterapeutas que na sua atuação profissional usem o título de Doutor, por se tratar de um direito legítimo e incontestável. Outrossim, decide ainda, não reconhecer as abreviações FT como identificadora do profissional da Fisioterapia.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

De acordo com pesquisa; Estilo de vida mais saudável reduziria casos de câncer à metade


A metade de todos os cânceres poderia ser evitada se as pessoas adotassem estilos de vida mais saudáveis, afirmaram cientistas norte-americanos em um estudo publicado esta semana. O tabagismo é responsável por um terço de todos os casos de câncer nos Estados Unidos, e até três quartos dos casos de câncer de pulmão no país poderiam ser evitados se as pessoas não fumassem, destacaram em artigo publicado na revista Science Translational Medicine.
Estudos científicos já demonstraram que muitos outros tipos de câncer também podem ser evitados, seja com vacinas, como as disponíveis contra o HPV (papilomavírus humano) e a hepatite, que podem provocar câncer de colo do útero e de fígado, ou com proteção contra a exposição ao sol, que pode causar câncer de pele. A sociedade precisa reconhecer a necessidade dessas mudanças e levá-las a sério na tentativa de desenvolver hábitos mais saudáveis, alertaram os pesquisadores.
— É hora de investirmos em aplicar o que sabemos — disse a principal autora do artigo, Graham Colditz, epidemiologista do Centro Oncológico Siteman da Universidade de Washington em St. Louis, Missouri.
Praticar exercícios, comer bem e não fumar são hábitos chave para evitar quase a metade das 577 mil mortes por câncer nos Estados Unidos previstas para este ano, um número superado apenas pelas doenças cardíacas. Mas os especialistas destacaram uma série de obstáculos para as mudanças de hábito. Entre eles, o ceticismo de que o câncer pode ser evitado e o hábito de intervir tarde demais para deter ou prevenir um tumor maligno já instalado. Além disso, grande parte das pesquisas sobre o câncer se concentra no tratamento no lugar da prevenção, e tende a ter uma visão de curto prazo no lugar de um enfoque de longo prazo.
As grandes diferenças de renda entre as classes sociais também são apontadas como como complicadores para evitar a doença, fazendo com que os mais pobres fiquem mais expostos a fatores de risco: “as mamografias, os exames de cólon, o apoio para a dieta e a nutrição, os recursos para parar de fumar e os mecanismos de proteção solar simplesmente estão menos disponíveis para os pobres”, diz o estudo.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Uma atividade que dá resultados

Criança, adulto, idoso. Todos podem fazer a ginástica que fortalece o abômen e os músculos, conferindo mais resistência e disposição para os praticantes.

” Senti mais resistência, mais força muscular, mais disposição. Gostei ”. A afirmação é da Nair de Souza Amaral, recém adepta do Pilates. Com apenas alguns meses de prática ela já sentiu os benefícios relatados. Melhora sentida não apenas por ela, mas também observada pelos filhos e o marido: “Eles falam que estou bem mais disposta”, diz Nair.
E muitos são os praticantes de Pilates que elogiam a atividade. José Carlos diz que tem um corpo novo. Ana fala que sentia dores nas costas e hoje não tem mais esse incômodo. Nair tem mais resistência inclusive para as caminhadas que faz rotineiramente. Todos têm em comum, com certeza, uma postura corporal melhor, propiciada pela atividade.
Para Ricardo Cortinove, coordenador de Esportes de uma Associação, o Pilates é uma atividade que traz resultados rápidos para qualquer pessoa, independente do nível de condicionamento físico. “Esse método pode trazer inúmeros benefícios à saúde, tanto no condicionamento dos músculos, tonificando-os e tornando-os mais fortes, quanto na parte estética”, diz. Ricardo comenta que o foco da atividade é a promoção da saúde como um todo, com exercícios que trazem a melhora da postura. Tudo conseguido com movimentos fluentes, feitos sem pressa e com o controle necessário para evitar o estresse.
Segundo as professoras Maria Elisa Kostrzewa, Ana Carolina Bemvenutti, Samia Santos Souza e Deborah Getter, o Pilates não tem restrições, até para aqueles que precisam melhorar a coordenação motora, que não tiveram estímulo na infância. “Indico Pilates também para as pessoas que são ansiosas, para as que estão há muito tempo paradas, sem atividade física”, diz Deborah, explicando que a atividade ajuda nesse sentido porque alia respiração e concentração. Ela costuma incentivar os alunos a um procedimento que não tem erro: “Com dez aulas você notará diferença no seu corpo. Com 20, os outros notarão. Com 30, terá um corpo novo”.
E é importante que o aluno seja disciplinado, que frequente com assiduidade as aulas. Esse “levar a sério” alertado por Deborah é reforçado pela professora Ana Carolina. “Pilates é qualidade de vida, uma modalidade que, se levada a sério, dá resultado”, afirma. Ela comenta que se precisasse daria aulas de Pilates o dia todo, por ser gratificante ver alunos que antes reclamavam de dor nas costas, de gente que relatava dores causadas por escoliose na coluna, e que melhoraram a partir da prática da ginástica. A atividade confere alívio de dores na coluna, pelo fortalecimento abdominal (todos os movimentos devem ser feitos necessariamente com o abdômen contraído). E mais do que isso, propicia uma trabalho equilibrado, que respeita os limites do praticante que vai evoluindo com o passar das aulas. “É muito gratificante ver esses resultados tão positivos nas pessoas”, enfatiza Ana. Ela acrescenta, aos benefícios da condição respiratória, postural e resistência muscular, também a flexibilidade corporal.

Benefícios da bola Suíça

A Bola Suíça tem se tornado um instrumento terapêutico muito bem aceito entre aqueles que buscam promover um estilo de vida saudável, pois promove uma ampla gama de aplicações clínicas e exercícios físicos. Mas é claro, o profissional deve conhecer bem o seu paciente, os exercícios e usar o bom senso para um resultado mais seguro e eficiente.
A atividade com a Bola Suíça apresenta uma variedade de movimentos simples para se obter um corpo forte e flexível de uma maneira divertida e confortável, ideal para todas as pessoas que buscam saúde e bem-estar.
Cada vez mais popular no mundo do Fitness, o uso da bola suíça é extremamente versátil e muito eficaz. Exercitar-se com a bola permite que você se concentre em cada grupo muscular, fortalecendo e modelando áreas específicas.
Ela é um dos principais acessórios de exercício para o Pilates que produz excelentes resultados e auxilia na postura (Correção Postural sobre a Bola). A bola suíça pode ser utilizada na avaliação das deficiências de força, mobilidade, equilíbrio, coordenação e também na terapia manual.
As sessões sobre a bola visam aplicações para:
- Amplitude de movimento (assistência passiva/ativa);
- Fortalecimento de tronco, membros inferiores e superiores;
- Alongamento global;
- Treino cardiopulmonar (melhorando oxigenação e portanto nutrição celular);
- Mobilização articular;
- Manutenção de tônus muscular;
- Propriocepção postural;
- Relaxamento.

Qualquer pessoa pode realizar a terapia sobre a Bola Suíça sem distinção de idade, porém existe a necessidade de uma avaliação anteriormente aos exercícios.
A terapia com a bola, além de trazer resultados físicos, também trabalha com o emocional, pois é um trabalho de grande motivação para o paciente, fazendo-o sentir-se bem e capaz de vencer desafios.

domingo, 14 de agosto de 2011

Pilates: Mais exercícios, menos remédios


Um estudo verificou que mulheres acima de 60 anos que praticam 150 minutos por semana de atividades físicas moderadas, como caminhadas, consomem menos remédios em comparação às que não têm o mesmo hábito.
A conclusão é de Leonardo José da Silva, no trabalho de mestrado “Relação entre nível de atividade física, aptidão física e capacidade funcional em idosos usuários do programa de saúde da família”, realizado na Universidade Federal de São Paulo com Bolsa da FAPESP.
Silva acompanhou 271 mulheres com idade acima de 60 anos que participaram do Programa de Saúde da Família, organizado pela Prefeitura Municipal de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. As participantes que cumpriram um programa de exercícios variados de no mínimo 150 minutos semanais apresentaram consumo de medicamentos 34% menor em comparação às mais sedentárias.
“Esse tempo mínimo de exercícios de 2,5 horas semanais é preconizado pela American Heart Association e pelo American College of Sports Medicine”, disse Silva à Agência FAPESP. Com menos de 10 minutos semanais de atividade física o indivíduo é considerado sedentário e entre 10 minutos e 150 minutos de exercícios por semana ele é categorizado como insuficientemente ativo.
Os resultados do estudo de Silva foram apresentados em maio no 3th International Congress Physical Activity and Public Health realizado em Toronto, no Canadá.
Silva contou com uma parceria entre a Unifesp e o Centro de Estudos de Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs). Guiomar Silva Lopes, professora do Departamento de Medicina Preventiva da Unifesp e orientadora de Silva, considera o programa oferecido pela cidade paulista aos idosos uma valiosa fonte de pesquisa. “Trata-se de uma população pequena e estável, o que facilita o acompanhamento dos participantes durante prazos mais longos”, disse.
As atividades físicas disponibilizadas incluem caminhadas, exercícios de aprimoramento de força muscular, equilíbrio, flexibilidade e capacidade aeróbica. Há também visitas domiciliares feitas por agentes de saúde, nas quais os idosos são incentivados a praticar atividades físicas frequentes, como ir ao mercado ou fazer um passeio a pé.
O consumo de remédios das participantes da pesquisa foi avaliado por meio do cadastro da Secretaria Municipal da Saúde de São Caetano do Sul. Na base de dados estão registradas informações relevantes sobre todos os participantes do Programa de Saúde da Família, incluindo os medicamentos consumidos regularmente.
Segundo Guiomar, os resultados do estudo poderão subsidiar políticas públicas que incentivem a atividade física visando à prevenção e controle das doenças crônicas associadas ao envelhecimento, reduzindo despesas com medicações e internações.
“Podemos perceber a importância desse estudo ao constatar que o idoso consome, no mínimo, cinco medicamentos associados a doenças ligadas ao envelhecimento”, disse a orientadora.
A relação causa e efeito entre atividade física e consumo de medicamentos ainda está sendo estudada. A redução dos níveis de pressão arterial proporcionada pela atividade física é uma das hipóteses levantadas pelo estudo de Silva, uma vez que a doença é uma das mais comuns entre a população idosa, estando presente em mais da metade das pessoas acima de 60 anos.
O diabetes, com prevalência de 25% entre idosos, é outra enfermidade afetada pelo nível de atividade física. “Há estudos indicando que exercícios respiratórios aumentam a sensibilidade do organismo à insulina”, comentou a professora da Unifesp.
O efeito é importante para as pessoas em cujos organismos a insulina não atua de maneira eficiente. “A resistência à insulina tem alta prevalência na população idosa e se caracteriza pela menor resposta à insulina, com aumento discreto da glicemia e da insulinemia. Estes fatores juntos contribuem para a obesidade e o aumento do risco de doenças cardiovasculares”, disse.
As mulheres são as que mais se beneficiam da prática de atividades físicas, no caso levantado em São Caetano do Sul. Guiomar conta que a pesquisa se restringiu ao público feminino porque ele representa a grande maioria dos participantes do programa.
A professora ressalta que não são completamente conhecidas as razões que levam a menor participação masculina nessas atividades. “Sabemos que a mulher tem expectativa de vida um pouco maior do que a do homem, aumentando a frequência de mulheres viúvas e sozinhas, porém esse fato não explica a absoluta ausência masculina”, disse.
Segundo Silva, o estudo destaca o fortalecimento da medicina preventiva, área que se encontra em crescimento e tem laços com a educação física. “A prescrição de medicamentos ainda é preponderante na prática médica. Podemos diminuir esse consumo de remédios com métodos de prevenção baratos e simples como a atividade física”, sugeriu.

Pilates pode ajudar portadores de Síndrome de Down


Os pacientes portadores da Síndrome de Down sofrem de atrasos motores e desajustes posturais, fatores que alteram o controle dos equilíbrios estático e dinâmico, a coordenação motora ampla e fina, e a sensibilidade tátil.
Conhecido por trabalhar o reequilíbrio corporal e a reeducação postural, o Método Pilates vem sendo utilizado como forma de tratamento para pessoas com Síndrome de Down. O ideal é que os exercícios comecem a ser desenvolvidos ainda na infância e que prossigam ao longo da vida.
O método inventado por Joseph Pilates tem o objetivo de estimular a força muscular, a flexibilidade, a correção postural e o equilíbrio, além da redução do risco de lesões. São benefícios que podem melhorar muito a qualidade de vida de um portador da Síndrome de Down.
No entanto, o grande diferencial de uma aula de Pilates para as pessoas especiais está no aspecto lúdico. Como eles costumam se distrair com facilidade, as atividades dinâmicas e os equipamentos acabam despertando mais interesse. Além disso, a dedicação integral que o professor presta durante as aulas é essencial para que haja suporte ao equilíbrio do praticante.
Os exercícios desenvolvidos são semelhantes aos praticados por pessoas que não têm a síndrome, contudo, as cargas utilizadas são mais leves.
Como o Pilates pode ajudar portadores de Síndrome de DownOs portadores de Síndrome de Down costumam apresentar dificuldades respiratórias. Isso porque o tônus muscular destas pessoas causa a inabilidade do músculo transverso abdominal e dificulta a ação do diafragma. Este prejuízo, por sua vez, dificulta as respirações profundas, amplas e adequadas, aumentando as chances de infecções pulmonares e respiratórias. Eles tendem a desenvolver a respiração oral, fator bastante prejudicial ao humor, ao sono e a alimentação. As regras específicas para respiração durante os exercícios desenvolvidos pelo método Pilates, ajudam a tratar esse quadro.


quarta-feira, 1 de junho de 2011

A importância da respiração durante o pilates


No Método Pilates a respiração é essencial, de fato é um de seus princípios chave já que ajuda a controlar os movimentos, permite oxigenar os músculos, facilita a estabilização da coluna e a movimentação dos membros (outro conceito fundamental no Método Pilates) e ajuda a relaxar a musculatura e estar ciente das tensões acumuladas por todo o corpo.
A respiração é parte integral de cada exercício de Pilates, sendo sempre coordenado com o movimento de tal maneira que contribui com a direção da energia para a zona que se está trabalhando. Também, uma técnica de respiração adequada aplicada durante os exercícios de Pilates ajuda o relaxamento muscular, evitando qualquer estresse desnecessário. Por isso cada sessão de Pilates começa com alguns minutos de sensibilização na respiração para poder tomar consciência das tensões distribuídas pelo corpo e ajudar relaxar a musculatura.
O Método Pilates enfatiza a importância de manter a corrente sanguínea estabilizada. Por isso, para que a forma de respirar esteja correta, considere que a expiração deve ser forte, seguida de inspiração profunda, permitindo preencher os pulmões de ar. Quando os pulmões inalam o oxigênio eles permitem a oxigenação de cada célula através da corrente sanguínea.
Durante a execução dos exercícios de Pilates, o método utiliza uma técnica de respiração especifica que permite não somente liberar o corpo de toda a tensão desnecessária (em particular no pescoço, ombros e costas), também fazendo com que os abdominais transversos sejam trabalhados na inspiração e na expiração.
O método respiratório do Pilates permite ativar corretamente os músculos abdominais transversos conseguindo assim manter estabilidade na região lombar durante a execução dos exercícios. Com a finalidade, o método Pilates utiliza a respiração torácica ou respiração diafragmática intercostal.
O objetivo deste tipo de respiração é utilizar os músculos do tórax e das costas para ampliar a caixa torácica lateralmente permitindo assim que os pulmões se expandam, mas, sem a necessidade da expansão do abdômen. Ao expandir o abdômen durante a respiração os músculos abdominais se alongam deixando de sustentar a parte baixa das costas deixando-a desprotegida. Por isso o método Pilates enfatiza uma respiração que evite a expansão abdominal.
No Pilates, durante a respiração, é executada a inspiração pelo nariz e a expiração pela boca. Durante a inalação as costelas se abrem fazendo força para fora e para cima, ao mesmo tempo em que a coluna vertebral é esticada, preenchendo os pulmões de oxigênio. Ao inspirar é muito importante não relaxar os músculos abdominais, para evitar perder o alinhamento postural, e cuidar para não utilizar os músculos inadequados durante a execução dos exercícios.
A expiração, por sua vez, facilita a contração dos músculos abdominais, já que anatomicamente ocorre a redução da caixa torácica “para dentro e para baixo”. Ao praticar o processo de expiração o diafragma se eleva gerando assim um “empurrão” dos músculos abdominais para dentro, no qual cria um centro de energia forte, que é fundamental para o processo de estabilização.
A respiração deve ser lenta durante todo o momento, sempre de forma contínua, e procurar realizar inspirações e expirações de mesma duração para permitir o bom “intercâmbio” entre oxigênio e dióxido de carbono em todo o corpo. Como regra geral, no Pilates, a duração das inspirações e expirações variam em função do nível do aluno, sendo recomendado três tempos de inspiração e expiração para alunos principiantes, cinco tempos para alunos de nível intermediário e oito tempos para alunos avançados.
Aqui vamos apresentar um simples exercício para começar a se familiarizar com a respiração do método Pilates. Para realizar o exercício, é recomendado sentar-se confortavelmente de forma que fique relaxado em uma cadeira mantendo os pés apoiados no chão e separados da cadeira com a mesma distância. É muito importante manter as costas retas, com a coluna vertebral bem esticada e deixar os ombros leves e relaxados.
Além disso, o alinhamento do pescoço em relação à coluna é importante, deve-se aproximar o queixo ligeiramente em direção ao peito, imaginar que esteja segurando uma bola de tênis entre o queixo e o pescoço. Assim alinhar corretamente as vértebras cervicais e sentir o pescoço esticado ao limite máximo para trás.
Uma vez que esteja confortável nesta posição, deve-se colocar as mãos sobre suas costelas de tal forma que as pontas dos dedos se toquem entre elas. Feche seus olhos e comece tomando consciência da respiração colocando toda a sua atenção em tentar não mover seu peito ou abdômen.
1 – Inspiração:
Inspire pelo nariz continuando a contrair o abdômen. Observe como o oxigênio entra na caixa torácica e, com ele, como suas mãos se separam pela ação da abertura das costelas.
2 – Expiração:
Expire pela boca ativando bem seus músculos abdominais como se tentasse levar o umbigo até a coluna vertebral. Para isso imagine que seus músculos, na base da pélvis, abdominais e umbigo estão unidos por um zíper. Sente como se fechasse para cima este zíper ao expirar.
Realize uma série de 10 a 20 respirações mantendo-se relaxado, os efeitos logo serão notados.

SUPilates: Pilates na água

Não seria surpreendente para experimentar e desfrutar do melhor dos dois mundos: a força e a graça de Pilates, com a tranquilidade do oceano? Acredite ou não, agora você pode!
Instrutores de Pilates mundo a fora estão ministrando suas aulas de Pilates no oceano, lago ou rio mais próximos, em um Stand Up Paddleboards. Estas pranchas (também chamado SUPS) são a última sensação de fitness.
SUPS parecem pranchas grandes, e são movidos por um remador de pé que usa um remo de canoa extra-longa. Stand Up Paddling originado no Havaí, que mistura a tradicional canoa polinésia remando com o surf.
O resultado desta combinação maravilhosa é um esporte novo e acessível a todos. Os profissionais aderiram o Stand Up Paddling não só porque é divertido e os benefícios cardiovasculares do exercício são excelentes, mas também para o desafio equilíbrio-core.
Como a prancha está flutuando na água, o praticante deve constantemente contrair os músculos estabilizadores da pelve e coluna para permanecer estável na prancha. Por exemplo, ao realizar o que parece ser um exercício simples, como círculos Perna, o participante é lembrado de estabilizar a sua pélvis, e garantindo eficácia no movimento.
Na Paddleboard, o conselho não vai apenas fornecer feedback sobre a pélvis instável pela oscilação, que também irá fornecer mais de um desafio, porque os quadris e os movimentos das pernas bambas descontrolada fará com que a placa vire. O mesmo acontece com a realização de exercícios que visem a estabilidade espinhal e força abdominal.
Exercícios mais complicados, como séries de perna, por exemplo, são particularmente difíceis por causa da exigência de estabilidade escapular e pélvica necessárias para executar corretamente.
As rotinas de Pilates na Stand Up Paddleboard são muito eficazes, muito desafiantse e muito divertidas!
Agora para a próxima etapa: Como é uma oferta dessas classes? Primeiro de tudo, você vai precisar  manter contato com uma loja local ao ar livre ou uma loja que aluga Stand Up Paddleboards. Trabalhar com eles e definir uma estrutura tarifária que seja razoável tanto para seu benefício e de seus participantes a pagar.
Encontrar um local pode ser um desafio, mas a segurança é das coisas mais importantes a considerar. As questões de segurança na água incluem o acesso seguro à água, marés / correntes, de largura / pranhcas estáveis ​​e duráveis, assinatura de termos de responsabilidade, e um plano de emergência suficientes.
É bom praticar sua rotina antes. Você pode descobrir que alguns dos exercícios vão precisar ser modificados para proporcionar um fluxo mais eficaz ou um desafio apropriado para o nível de seus participantes.

Pilates e treinamento funcional

Atividades como o Pilates e o Treinamento Funcional estão realmente na moda. Cada vez há mais pessoas procurando por essas atividades, e o motivo é simples: são duas práticas de potenciais resultados de acordo com determinados objetivos.
O Pilates e o Treinamento Funcional não vão fazer com que você fique “bombado” (ganho de massa muscular) ou que fique resistente a sair correndo horas por aí (melhorar efetivamente sua aptidão cardiorrespiratória). Por isso, deve-se aliar ao Pilates ou Treinamento Funcional outros tipos de exercícios físicos voltados para atender tais objetivos.
Por outro lado se você sofre de dores na coluna e no corpo em geral, tem uma má postura decorrente de maus hábitos ou mesmo por uma questão estrutural, se precisa melhorar seus níveis de alongamento e flexibilidade, procura definição e tonificação muscular, força, coordenação, equilibrio, consciência corporal, e respiração correta e eficiente, o método Pilates é o adequado para esse objetivo.


O Pilates e o Treinamento Funcional têm princípios bastante parecidos. Ambos procuram utilizar-se de exercícios que tem por objetivo principal o fortalecimento do centro de força de nosso corpo, que estabiliza nosso tronco e de onde deveria sair toda nossa força para todos os nossos movimentos, localizado na região do abdômen, musculatura dorsal baixa e da região do quadril. Um centro de força ‘realmente forte’ possibilita o desenvolvimento eficaz de todos os benefícios que o método proporciona.
Treinamento Funcional   
  
Bem, mas o que seria o treinamento funcional?
O treinamento funcional é uma modalidade de treinamento que através principalmente da especificidade busca o equilíbrio, a prevenção de lesões e a otimização da performance.
Muitas vezes, por questões estéticas ou mesmo falta de informação, as pessoas fortalecem apenas a musculatura mais superficial, sem se preocupar com a musculatura estabilizadora. Assim, os músculos fortes ficam cada vez mais fortes e conseqüentemente os músculos mais fracos (e não menos importantes) ficam cada vez mais fracos. E isso gera um desequilíbrio progressivo, com redução da eficiência dos movimentos, o que se torna fonte de lesões comuns.
Os exercícios realizados nos aparelhos convencionais de musculação reduzem a exigência da coordenação e do equilíbrio que o exercício livre exige, pois estes aparelhos já servem como estabilizadores das articulações. Os esportes de resistência exigem mais um tipo de contração muscular diferente das mais exigidas em esportes de explosão e curta duração. Os exercícios feitos com contrações isométricas (nos quais você realiza sustentado a postura por determinado tempo, ao invés de fazer contrações isotônicas consecutivas) são os mais indicados para ganho de resistência e estabilidade. E é esse tipo de exercício que é enfatizado nos exercícios funcionais.
Os exercícios funcionais são direcionados ao fortalecimento da musculatura necessária às atividades cotidianas e aos gestos técnicos das diferentes modalidades esportivas, reproduzindo tais gestos e atividades com exercícios específicos. Estes permitem ao sistema muscular ativar e recrutar as fibras musculares adequadamente, o que aumenta a capacidade funcional do indivíduo nesta determinada tarefa. Assim, quanto mais parecido o exercício com a atividade ou o gesto que este está tentando reproduzir, melhor será seu desempenho e seus ganhos.
Existem vários recursos que podem ser utilizados para melhorar a capacidade funcional do indivíduo, como a bola, pesos livres, cabos, elásticos, superfícies instáveis, apoio unilateral, prancha de equilíbrio, entre outros.
Um exemplo prático: simulação da pedalada, na qual a musculatura estabilizadora do abdome e costas são constantemente exigidas, utilizando a bola.
O Treinamento Funcional pretende: dar a todos os usuários, atletas ou não, a condição de atingir seus objetivos.
Quando se fala em treinamento, alguns princípios devem ser considerados para que sua aplicação traga os benefícios desejados. Dentre esses princípios estão:
- Princípio da individualidade;
- Princípio da sobrecarga progressiva;
- Princípio da periodização;
- Princípio do fácil/difícil
- Princípio da especificidade.
As principais vantagens do treinamento funcional para o atleta são:
Otimização da performance atlética
Melhora do equilíbrio muscular
Melhora da coordenação motora
Aumento do recrutamento das fibras de resistência
Desenvolvimento da consciência e controle corporal
Melhora da postura
Diminuição da incidência de lesão
Aumento da eficiência dos movimentos.