quarta-feira, 1 de junho de 2011

Pilates: Ciclo menstrual e o desempenho físico




Sabemos que o exercício proporciona vários benefícios às mulheres no período que antecede e durante a menstruação. Por outro lado, estudos relatam que cada fase do ciclo menstrual também pode interferir na disposição e potencial físico, além do psicológico; variando de pessoa para pessoa.
Tal fato se deve às alterações hormonais. Por volta do 23º ao 28º dia do ciclo mentrual, a mulher se encontra na fase pré-mentrual, período em que se dá um aumento na taxa de progesterona, podendo reduzir o potencial físico do aluno. Além de diminuir a capacidade de concentração, estar mais propensa a fadiga muscular e irregularidades de humor. Entre o 5º ao 11ºdia do ciclo, na pós-menstrual, é secretado mais estrogênio e noradrenalina. Por isso, nessa fase, observa-se um melhor desempenho físico.
Há relatos de alguns pesquisadores que ao analisar as características contráteis dos músculos esqueléticos nas diferentes fases do ciclo, não encontraram diferenças significativas. Mas, apesar de a fisiologia e especificidade do esporte serem individuais, a maioria dos estudos tem encontrado uma baixa na performance na fase pré-menstrual, e uma boa melhora do desempenho na pós-menstrual.
Assim, é possível levar em consideração essa hipótese das mudanças hormonais durante o ciclo menstrual ao fazer o plano de treinamento e aplicar de acordo com a resposta e adaptação de cada aluna. Embora a hipótese seja considerada mais por técnicos desportivos, as praticantes de pilates também podem se beneficiar com a oscilação hormonal.Para tal, é importante investigar as características do ciclo menstrual, bem como o objetivo e perfil de cada aluna, para então decidir se tal hipótese seria considerável para a aluna em questão. E então, avaliar a resposta da aluna para a adaptação de variáveis como volume, intensidade, grau de dificuldade, psicológico, metabolismo, etc. De acordo com a análise individual, 
podemos somar mais uma ferramenta para otimizar os resultados.

Pilates para o tratamento da depressão



Com 121 milhões de pessoas atingidas no mundo, depressão demanda assistência médica e atividade física


O Pilates, método criado pelo alemão por Joseph Pilates em 1926, agora ganha status também entre os profissionais de saúde, especialmente aqueles que tratam de pacientes com depressão. É que a técnica que visa ao equilíbrio corporal e mental não tem contra-indicação, podendo ser praticada por qualquer pessoa a partir dos 10 anos de idade.
"O Pilates exige que o indivíduo esteja atento à realização de cada exercício. E é essa concentração que promove a desaceleração mental, a redução da ansiedade e o controle do estresse", descreve Eloisa Guimarães, fisioterapeuta e professora de Pilates. As sessões, com duração de uma hora, trabalham alongamento, respiração, alinhamento postural, tônus muscular e relaxamento.
Mesmo sem explicação científica que defenda a maior incidência da depressão entre as mulheres, Guimarães cita a relação com fatores hormonais e o excesso de papéis e responsabilidades assumidas como fator desencadeante. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a doença está associada a 850 mil óbitos no mundo e atinge, hoje, 121 milhões de pessoas. Se este quadro continuar em ascendência, a perspectiva da OMS é que até 2020 será a segunda maior causa de incapacidade e perda da qualidade de vida.
De acordo com a professora, no tratamento, cada caso é avaliado pelo psiquiatra assistente. Medicamentos e psicoterapia costumam ser associados. " A atividade física praticamente faz parte da prescrição, devido aos efeitos orgânicos que envolvem a liberação de neurotransmissores ligados á sensação de bem-estar" , explica.
Segundo Eloísa, na academia cresce o número de pacientes que buscam o Pilates por indicação do próprio médico ou terapeuta. "Uma das vantagens da técnica é que a sessão é realizada de maneira individualizada, em pequenos grupos de até quatro pessoas. Alunas que vivenciam algum tipo de necessidade, detectada na anamnese inicial, são muito beneficiadas por essa atenção personalizada e têm maiores chances de adesão à prática", explica a fisioterapeuta.

Pilates e Andropausa


A ANDROPAUSA OU CLIMATÉRIO VIRIL são termos usados para designar um quadro clínico de diminuição do hormônio masculino testosterona, que ocorre em uma parcela significativa de homens acima de 60 anos ou mesmo um pouco antes, a partir dos 50 anos. Determinados hábitos de vida e o stress psicogênico são alguns dos fatores contribuintes para esta ocorrência mais precoce.
O hormônio masculino testosterona é produzido por células nos testículos, que são estimulados por hormônios produzidos pela hipófise. Na adolescência, é responsável pelas características sexuais, como desenvolvimento do pênis, aumento dos pelos, mudança de voz e aumento da massa muscular. O testículo é responsável por 90% da produção de testosterona. Entre os fatores que podem determinar a andropausa está a falência e atrofiamento do testículo, que pode ocorrer em qualquer idade e causar a queda na produção do hormônio masculino. A diminuição da testosterona pode ser determinada também quando a hipófise para de exercer sua função de estimular os testículos.
A andropausa não é um processo isolado, mas parte de outro mais amplo que é a senescência, a qual ocorre a partir de várias idades e por uma série de fatores variados, dos quais o mais importante é a hereditariedade. Nasenescência ocorre uma série de alterações nos níveis circulantes de hormônios, neurotransmissores, vitaminas e diversas outras substâncias, sendo que algumas destas alterações bioquímicas colaboram para o declínio da função androgênica do homem idoso.
A base fisiológica que fundamenta a variação individual nos níveis de testosterona observada em qualquer idade não está ainda bem elucidada. Além do próprio processo de envelhecimento, existem fatores fisiológicos e outros relacionados ao estilo de vida (alimentação, atividade física, sexualidade etc.) que influenciam a variabilidade destes níveis, e que devem ser considerados na avaliação do homem idoso. A hereditariedade é um deles.
Quanto aos fatores relacionados ao estilo de vida, uma dieta vegetariana e rica em fibras parece estar associada a níveis mais elevados de testosterona do que uma dieta a base de carnes com altos conteúdos lipídicos.
O tabagismo parece favorecer os níveis de testosterona em cerca de 5% a 10% em relação a não-fumantes jovens ou idosos. No entanto, análises de multirregressão variada indicam que fumar mais de 10 cigarros por dia leva a uma andropausa mais precoce, trazendo o início da mesma para menos de 50 anos.
O abuso de drogas e de álcool também pode acentuar o decréscimo de testosterona próprio da idade. O estresse, tanto físico quanto psíquico, é um potente redutor androgênico. Também há indícios de que o estresse psicogênico e a depressão em homens não idosos possam contribuir para um quadro de andropausa cada vez mais precoce.
Mesmo que a senescência reduza os níveis de testosterona, doenças intercorrentes nesta fase podem acentuar o declínio da produção do hormônio. O infarto agudo de miocárdio e as cirurgias causam declínios transitórios, ainda que intensos da testosterona livre. Já doenças crônicas induzem reduções mais prolongadas. Homens idosos com diabete tipo 2 têm níveis reduzidos de testosterona. A insuficiência renal crônica, a síndrome de apnéia noturna e algumas patologias endócrinas também podem intensificar o quadro de hipoandrogenismo no homem idoso.
Sintomas da andropausa:
• Diminuição da massa muscular
• Aumento do peso, sobretudo, aumento da gordura abdominal (principalemente visceral)
• Tendência à anemia e osteoporose
• Diminuição do interesse sexual
• Queda dos pêlos sexuais
• Dificuldade de ereção
• Maior sonolência
• Dificuldade de concentração
• Problemas de memória e dificuldade de concentração
• Apatia e depressão

Para verificar o possível quadro de andropausa, devem ser feitos testes de sangue, que medem o índice de testosterona livre e total e o nível de prolactina, que, se elevado, reduz a testosterona.
Os testes de ereção devem ser feitos por um urologista e deve ser medida a densidade óssea (densitometria óssea). Os homens com idade acima dos 40 anos devem realizar a medição de testosterona regularmente, principalmente se apresentar diminuição do interesse sexual e dificuldade de ereção associados ou não aos demais sintomas.
A estimulação da secreção hormonal pelo próprio corpo e a reposição hormonal é fundamental para que os homens com andropausa possam levar uma vida normal. O paciente então pode se beneficiar com o aumento da massa muscular, diminuição da proporção de gordura e combate a anemia e osteoporose, aumento do libido. Porém, se houver exagero no uso, pode haver crescimento das mamas, aumento do numero de glóbulos vermelhos no sangue, retenção de agua e sais minerais, aceleração do crescimento de tumores na próstata (pacientes que fazem reposição devem fazer uma avaliação da próstata a cada 6 meses). O uso na forma de reposição não induz a formação do tumor e sim apenas estimula seu crescimento. Por isso a necessidade dos exames periódicos para fazer diagnóstico precoce.
É importante ressaltar que as mudança dos hábitos alimentares, com a supressão dos açúcares, o equilíbrio entre os lipídios ingeridos, a perda de peso, exercícios físicos regulares e o monitoramento dos índices hormonais são a chave para o restabelecimento de um padrão de vida.
A isso, o PILATES se insere como um excelente aliado para trazer benefícios e auxiliar o equilíbrio na produção dos hormônios, aumentar a resistência imunológica, equilibrar as funções orgânicas e promover a reparação celula

Pilates para Bailarinos

A utilização da técnica de Pilates permite a quem a pratica desenvolvimento sensorial e respeito no aspecto anatômico e funcional, ampliando uma série de possibilidades para o praticante.
O importante, em qualquer trabalho corporal, é a manutenção da estabilidade pelo sistema anterior e outro posterior de ligamentos ao longo da coluna. Quando se utiliza a respiração de forma ineficiente, os músculos abdominais são imediatamente afetados.
Assim, o encurtamento dos músculos abdominais enfraquece as costelas inferiores, interfere na função do diafragma e causa a respiração superficial torácica. A ênfase na respiração, como forma de captação de energia, não se fundamenta na pretensão apenas de falar no nível terapêutico, e sim como usá-la eficazmente, nutrindo o corpo e eliminando toxinas. O que importa nesta técnica é tirar o esforço da respiração, reduzindo o trabalho dos músculos respiratórios, e aumentar a eficiência dos exercícios com esta respiração coreografada.
Pilates e a Dança
O intérprete que trabalha com a nova dança tem este comprometimento na criação do movimento expressivo, entrando em contato com a respiração, com as possibilidades de movimentação e articulação das estruturas corporais de maneira geral, organizando as atitudes internas relacionadas com o espaço, fluência, peso e tempo para a criação do movimento e da criação artística.
A fisiologia tem um fator muito importante dentro deste processo, que é perpetuar a performance do artista neste momento do ato criador. Os efeitos de um treinamento contínuo, em um dançarino, podem ser aqui descritos como aumento no condicionamento cardiovascular, diminuição da freqüência cardíaca (número de batimentos dados pelo coração em um minuto) em repouso, aumento do volume sistólico (quantidade de sangue bombeada pelo coração, por batimento) aumento da capacidade pulmonar, maior quantidade de sangue e transporte de O2, aumento da glicose no fígado e músculos e aumento do número de capilares no funcionamento dos músculos.
Os exercícios de Pilates trabalham com respiração, força e resistência, contração concêntrica e excêntrica, flexibilidade, coordenação motora e propiocepção. O corpo do dançarino sofre algumas adaptações fisiológicas com os treinos, como aumento da atividade metabólica durante e após exercícios físicos, diminuição da reserva adiposa, distribuição da gordura corporal visando a um padrão mais saudável, aumento no rendimento do coração ao produzir as necessidades energéticas do miocárdio, mediante a redução da freqüência cardíaca e da pressão sistólica, melhora da estrutura e funções dos ligamentos, tendões e articulações, além da melhoria da capacidade de trabalho.
Pilates é particularmente benéfico para os bailarinos para fortalecer os músculos abdominais internos, e criar uma forma corporal aerodinâmica. Bailarinos serão capaz de alongar e desenvolver os músculos sem aumentar os músculos de volume. Com o desenvolvimento da musculatura abdominal interna, a tensão na parte traseira é minimizada e as lesões são evitadas. A natureza fluida da prática de Pilates promove a economia de movimento, e pode ser facilmente incorporado a um regime no treinamento dos bailarinos, como um conjunto de exercícios usando mente / corpo. Bailarinas em recuperando de uma lesão podem incorporar Pilates em sua reabilitação, devido ao baixo impacto sobre as articulações do corpo e dos músculos. Os músculos são reforçados através do movimento de resistência suave, quer utilizando a resistência natural do corpo sobre o colchonete, ou com a ajuda de máquinas especialmente projetadas.