quarta-feira, 1 de junho de 2011

Pilates para Crianças

O Pilates possui como base: respiração, concentração, alinhamento e o cuidado com o corpo por inteiro, fatores fundamentais para qualquer pessoa ter qualidade de vida, inclusive as crianças e adolescentes.
Pilates para Crianças
As crianças de hoje estão convivendo, junto com os adultos, em um ambiente corrido e estressante, muitas vezes com uma quantidade excessiva de atividades, o que ocasiona falta de concentração e estresse.
A má postura também faz parte dessa realidade, causada por carregar mochilas pesadas, horas e horas em frente à TV ou ao computador (sempre com uma postura incorreta).
Por todas essas situações, as crianças adquirem maus hábitos e o Pilates pode realmente auxiliar no tratamento desses “futuros adultos”.
O conteúdo para as aulas com crianças precisa ligar os seus exercícios com o mundo em que elas vivem, fazendo com que elas percebam os benefícios de uma boa postura, da concentração e da respiração correta. Assim, elas transformarão o conhecimento em atitudes para a sua vida.
Utilizar acessórios como bolas, discos de rotação e de equilíbrio, rolos de espuma, meia-lua e outros, desperta e estimula as crianças. Quanto aos equipamentos, podem ser adaptados para elas com objetos como caixas de diversos tamanhos ou almofadas. Os exercícios progridem respeitando o limite de cada criança.
Para que o trabalho seja frutífero e estimulante e para que garanta a excelência do aprendizado e a qualidade na execução dos exercícios, o ideal é praticar o Pilates duas vezes por semana, em sessões de uma hora.
Benefícios para crianças que praticam Pilates:
  • Organização do sistema locomotor;
  • Melhora da postura;
  • Mais concentração;
  • Melhora do humor;
  • Um sono de maior qualidade;
  • Melhora da circulação sanguínea e energética;
  • Melhora da digestão;
  • Melhora do tônus;
  • Melhora da flexibilidade

Prevenção da Osteoporose


A Osteoporose é uma doença silenciosa, responsável pelo enfraquecimento dos ossos depois dos 50 anos de idade. A doença surge quando menos se espera e, no caso das mulheres, atinge seu período mais intenso após a menopausa. Como forma de prevenção, dentre uma gama de exercícios, o Pilates surge como uma opção bastante eficaz.
O objetivo do Pilates é promover o ganho de força, equilíbrio, flexibilidade e coordenação motora, e, segundo a fisioterapeuta Mariana Grott, tais características são o ponto fraco de pessoas com idade já avançada. Em caso de quedas ou fraturas, ter os ossos enfraquecidos é um agravante, reduzindo a capacidade de cicatrização e aumentando as seqüelas dos ferimentos.
A fisioterapeuta explica que a principal preocupação é a gravidade das fraturas “A mais perigosa é a complicação severa”, aponta. Dentre os exemplos, ela cita situações de quando um idoso quebra o fêmur. “Neste caso a recuperação é mais lenta e exige colocação de hastes metálicas e fisioterapia”, completa.
Como a cura da doença é complicada, a melhor alternativa é a prevenção. Segundo Mariana, pessoas com hábitos saudáveis, que vão desde alimentação adequada até a prática freqüente de exercícios físicos, são menos suscetíveis às seqüelas da Osteoporose.
“Nesses casos o pilates ajuda a fortalecer a musculatura, quando ela não consegue mais dar apoio suficiente ao osso. As fraturas acontecem quando o músculo não tem mais força em função da falta de exercícios. Por isso é comum encontrar senhoras com problemas de cicatrização depois de caírem das escadas”, exemplifica.
É aí que entra o benefício do Pilates. “Se na hora de fazer o mesmo movimento  a pessoa tiver fortalecido o músculo o risco de lesões diminui”, ressalta.
Porém, quando a idade vai avançando, não adianta aumentar a dose de exercícios físicos pensando em resultados imediatos. Na fase em que a mulher entra na menopausa, por exemplo, o risco de problemas com a Osteoporose é maior. Neste caso, a fisioterapeuta uma densitometria óssea. “Se o problema estiver num grau elevado são necessários tratamento e acompanhamento médico. Os exercícios mais indicado para quem tem Osteoporose são os de baixo impacto e com movimentos lentos. Essa é exatamente a característica do Pilates”, finaliza Mariana

Pilates e o surfe

É cada vez maior o número de surfistas que recorrem ao Pilates para tratar dores na coluna, trabalhar o equilíbrio e a flexibilidade. A técnica permite ainda o fortalecimento da coluna, dos braços e das pernas.
Para cada modalidade existe um treinamento físico, técnico e tático adequado e muitos surfistas já estão se adaptando à esta técnica
Um estatística mostra que cerca de 100 surfistas, 30 sofrem de dores na coluna cervical e lombar. A remada exige que o praticante desse esporte mantenha-se por muito tempo em uma posição contraindo a região lombar, causando dor.
O surf é um esporte onde a coluna é muito exigida, devido às manobras que prejudicam a biomecânica da coluna vertebral.
Os desvios na coluna acarretam dores e limitações em nosso corpo. Alterações no alinhamento da coluna são consideradas posturas viciosas e aparecem junto a movimentos cotidianos como sentar, deitar, agachar, dirigir, surfar.
A maior parte dos desvios ocorre na região lombar, base da coluna que tem maior mobilidade e suporta maior peso. A reeducação postural associada à atividade física regular torna-se importante para a prevenção e correção dessas alterações. Uma questão que requer força de vontade. Uma boa postura é fundamental para o desempenho das funções diárias e na prática de esporte, além de prevenir problemas músculo-esqueléticos. As dores lombares é uma das queixas mais comuns entre os surfistas. As príncipais causas apontadas são a posição durante a remada, manobras explosivas com repetidas rotações e compressão da coluna e o “joelinho”. A maneira mais indicada de se prevenir desvios na coluna é a prática de atividades físicas (como Pilates), com exercícios que fortaleçam as musculaturas abdominais, espinhais, glúteos e pélvicos trocanterianos. Assim, é possível evitar encurtamentos musculares e lesões, melhorando o rendimento esportivo. Vale dizer que estas orientações devem ser feitas com a ajuda de um profissional da área, seja um fisioterapeuta ou educador físico.
Além de tratar e prevenir dores na coluna, o pilates também trabalha o equilíbrio e a resistência dos praticantes.
O programa de Pilates para surfistas pode ser desenvolvido por duas etapas. Na primeira, são indicadas séries de alongamento e relaxamento. Em seguida, o surfista realiza exercícios compensatórios para re-equilibrar os grupos musculares do corpo. Isso acontece quando uma atividade desenvolve bastante uma parte do corpo e não faz o contraponto, em outra parte. Por trabalhar o corpo de forma global e tonificar a musculatura mais profunda, que sustenta as articulações, o Pilates consegue preencher essas lacunas.
Na segunda etapa da aula, são realizadas atividades que visam ao fortalecimento da coluna, braços e pernas, além da variação de 50 exercícios focados na postura.
Experimente complementar o seu surf com exercícios abdominais integrados com alongamento, e exercícios de extensão do tronco integrados com a respiração.

Pilates ajuda a ter belas costas


Belas costas com Pilates


Quando falamos em trabalhar as costas através do Pilates, é importante compreender os elementos básicos deste tipo de exercício. Embora o Pilates seja uma modalidade suave e controlada, você deve consultar um médico antes de iniciar qualquer rotina de fitness. É vital trabalhar com um instrutor qualificado para garantir que você está fazendo os movimentos corretamente. Um professor experiente será capaz de adaptar os exercícios para acomodar suas limitações e continuamente desafiá-lo dentro de seu alcance, além de monitorar seus resultados.
Ao contrário do treinamento comum com pesos, o Pilates é tridimensional (ou seja, os exercícios podem ser realizados em todos os planos de movimento) e focado no reequilíbrio dos músculos em torno das articulações, enquanto equilibra a força e a flexibilidade. O treinamento com pesos e o Pilates podem ser um excelente programa de treinamento, pois se complementam muito bem.
Dores na Lombar
Dor na lombar não é um problema raro, mesmo entre aqueles que treinam regularmente. Isto pode acontecer devido a uma série de causas. Em muitas pessoas, dor nas costas não é conseqüência de uma lesão repentina, mas sim o resultado de anos preservando maus hábitos e acabam levando à má postura e à falta de consciência corporal.
Muitas lesões crônicas (aquelas que ocorrem ao longo do tempo, o oposto àquela gerada por uma única queda ou golpe) são resultado de um desequilíbrio muscular do corpo. A lombar não é exceção. Quando os músculos do tronco são fracos, não há suporte para as estruturas da parte inferior das costas, gerando dor e desconforto. O Pilates envolve estas preocupações através da atenção aos músculos abdominais.
“O Pilates é o exercício mais suave e delicado para o corpo, com todos os benefícios de um treinamento de força”, diz Moira Merrithew, Diretora Executiva de Educação da STOTT PILATES™. “Ao mesmo tempo, ele ajuda a construir músculos fortes, saudáveis, melhora o fluxo sanguíneo, e envolve todos os músculos na hora certa, por tanto, ele trabalha seu corpo por dentro e por fora, proporcionando o condicionamento ideal”.

Treinamento do Core
A verdadeira definição do treinamento do core é amplamente conhecida na comunidade médica e de reabilitação como base para o recondicionamento da musculatura de suporte do corpo. O Pilates, como um método de exercício, concentra em trabalhar os músculos de dentro para fora, ao invés do contrário. Desta forma, as camadas mais profundas dos músculos do tronco, transverso abdominal e pavimento pélvico, para citar alguns, são treinados para proteger a parte inferior das costas, permitindo que o corpo execute movimentos com mais facilidade e fluidez. É possível conseguir isto através da realização de movimentos controlados, com atenção especial a conexão mente-corpo.
Infelizmente, não são apenas os músculos da parte inferior das costas que nos fazem sentir dor nesta área. Ombros e pescoço curvados, cabeça para frente e outros desvios posturais podem contribuir para o desconforto na lombar. A ampla gama de exercícios disponíveis no repertório de Pilates trabalha para restaurar o equilíbrio e o alinhamento de todo o corpo, reduzindo a dor nas costas causada devido ao estresse e a fadiga.
“Pilates ajuda pessoas de todas as idades e níveis físicos a superar as dores e, por conseguinte, a poder desfrutar das atividades cotidianas”, explica Linday G. Merrithew, presidente e CEO da STOTT PILATES™. “A atenção ao alinhamento adequado que o Pilates oferece através de suas inúmeras variações de movimento, com ou sem equipamentos, é uma transição natural a uma vida normal”.
A prancha
O Pilates se concentra em restaurar o equilíbrio, bem como fortalecer os músculos de maneira concêntrica e excêntrica – em movimentos de “dentro” e de “fora” – o que pode ajudar no controle muscular e a prevenir futuras lesões. Quando falamos dos músculos das costas, um dos exercícios mais efetivos é a prancha. A posição da prancha pode ser feita pela maioria dos praticantes em qualquer nível de condicionamento físico.
Na sua versão mais simples, o torso é mantido em uma posição neutra, enquanto as mãos repousam, os braços estão estendidos sob os ombros, pernas aduzidas e escapula estabilizada.  Manter a posição de prancha exige contrações isométricas dos estabilizadores do core, incluindo o transverso abdominal e o multífido.
O engajamento dos oblíquos interno e externo, bem como do reto abdominal, é necessário para garantir o alinhamento neutro da espinha. Estabilizadores da escápula, incluindo o serrátil anterior, trapézio médio e inferior e o grande dorsal, também são direcionados para manter as escapulas em alinhamento ideal. Na parte inferior do corpo, adutores da coxa ajudam a manter a posição pélvica e a ativar os músculos do assoalho pélvico.
Glúteos e os músculos posteriores da coxa também estão envolvidos na estabilização da pelve e do fêmur durante toda a duração do exercício. A execução bem sucedida da prancha incentiva uma conexão de corpo inteiro. Modificações da prancha podem ser realizadas com os cotovelos ou joelhos flexionados reduzindo o número de articulações a serem estabilizadas.
Variações da prancha
As variações específicas da prancha incluem as “pernas puxadas para frente” sobre o colchão e o “alongamento sobre o Reformer”. O primeiro é excelente para fazer a prancha da maneira completa, assegurando o melhor alinhamento possível. Para começar, ajoelhe-se: coloque as mãos sobre o colchão, alinhadas aos ombros e os joelhos sobre o colchão – eles devem estar ligeiramente atrás da pélvis, o quadril levemente estendido, e as pernas e os dedos aduzidos. O mais importante, a coluna lombar, torácica e cervical devem estar em alinhamento neutro.
Expire enquanto estende os joelhos, mantendo a estabilidade da posição neutra da coluna vertebral e ombros. Ao expirar, flexione os joelhos, mantendo a estabilidade da posição neutra da coluna vertebral e dos ombros. Ao inspirar, flexione os joelhos e abaixe-os, posicionando-os sobre o tapete. Aos poucos, aumente o tempo da posição da prancha, adicionando a respiração enquanto se mantém nela. O alongamento sobre o Reformer desafia a força da posição da prancha enquanto flexiona e estende os ombros.