quarta-feira, 1 de junho de 2011

Pilates e o surfe

É cada vez maior o número de surfistas que recorrem ao Pilates para tratar dores na coluna, trabalhar o equilíbrio e a flexibilidade. A técnica permite ainda o fortalecimento da coluna, dos braços e das pernas.
Para cada modalidade existe um treinamento físico, técnico e tático adequado e muitos surfistas já estão se adaptando à esta técnica
Um estatística mostra que cerca de 100 surfistas, 30 sofrem de dores na coluna cervical e lombar. A remada exige que o praticante desse esporte mantenha-se por muito tempo em uma posição contraindo a região lombar, causando dor.
O surf é um esporte onde a coluna é muito exigida, devido às manobras que prejudicam a biomecânica da coluna vertebral.
Os desvios na coluna acarretam dores e limitações em nosso corpo. Alterações no alinhamento da coluna são consideradas posturas viciosas e aparecem junto a movimentos cotidianos como sentar, deitar, agachar, dirigir, surfar.
A maior parte dos desvios ocorre na região lombar, base da coluna que tem maior mobilidade e suporta maior peso. A reeducação postural associada à atividade física regular torna-se importante para a prevenção e correção dessas alterações. Uma questão que requer força de vontade. Uma boa postura é fundamental para o desempenho das funções diárias e na prática de esporte, além de prevenir problemas músculo-esqueléticos. As dores lombares é uma das queixas mais comuns entre os surfistas. As príncipais causas apontadas são a posição durante a remada, manobras explosivas com repetidas rotações e compressão da coluna e o “joelinho”. A maneira mais indicada de se prevenir desvios na coluna é a prática de atividades físicas (como Pilates), com exercícios que fortaleçam as musculaturas abdominais, espinhais, glúteos e pélvicos trocanterianos. Assim, é possível evitar encurtamentos musculares e lesões, melhorando o rendimento esportivo. Vale dizer que estas orientações devem ser feitas com a ajuda de um profissional da área, seja um fisioterapeuta ou educador físico.
Além de tratar e prevenir dores na coluna, o pilates também trabalha o equilíbrio e a resistência dos praticantes.
O programa de Pilates para surfistas pode ser desenvolvido por duas etapas. Na primeira, são indicadas séries de alongamento e relaxamento. Em seguida, o surfista realiza exercícios compensatórios para re-equilibrar os grupos musculares do corpo. Isso acontece quando uma atividade desenvolve bastante uma parte do corpo e não faz o contraponto, em outra parte. Por trabalhar o corpo de forma global e tonificar a musculatura mais profunda, que sustenta as articulações, o Pilates consegue preencher essas lacunas.
Na segunda etapa da aula, são realizadas atividades que visam ao fortalecimento da coluna, braços e pernas, além da variação de 50 exercícios focados na postura.
Experimente complementar o seu surf com exercícios abdominais integrados com alongamento, e exercícios de extensão do tronco integrados com a respiração.

Pilates ajuda a ter belas costas


Belas costas com Pilates


Quando falamos em trabalhar as costas através do Pilates, é importante compreender os elementos básicos deste tipo de exercício. Embora o Pilates seja uma modalidade suave e controlada, você deve consultar um médico antes de iniciar qualquer rotina de fitness. É vital trabalhar com um instrutor qualificado para garantir que você está fazendo os movimentos corretamente. Um professor experiente será capaz de adaptar os exercícios para acomodar suas limitações e continuamente desafiá-lo dentro de seu alcance, além de monitorar seus resultados.
Ao contrário do treinamento comum com pesos, o Pilates é tridimensional (ou seja, os exercícios podem ser realizados em todos os planos de movimento) e focado no reequilíbrio dos músculos em torno das articulações, enquanto equilibra a força e a flexibilidade. O treinamento com pesos e o Pilates podem ser um excelente programa de treinamento, pois se complementam muito bem.
Dores na Lombar
Dor na lombar não é um problema raro, mesmo entre aqueles que treinam regularmente. Isto pode acontecer devido a uma série de causas. Em muitas pessoas, dor nas costas não é conseqüência de uma lesão repentina, mas sim o resultado de anos preservando maus hábitos e acabam levando à má postura e à falta de consciência corporal.
Muitas lesões crônicas (aquelas que ocorrem ao longo do tempo, o oposto àquela gerada por uma única queda ou golpe) são resultado de um desequilíbrio muscular do corpo. A lombar não é exceção. Quando os músculos do tronco são fracos, não há suporte para as estruturas da parte inferior das costas, gerando dor e desconforto. O Pilates envolve estas preocupações através da atenção aos músculos abdominais.
“O Pilates é o exercício mais suave e delicado para o corpo, com todos os benefícios de um treinamento de força”, diz Moira Merrithew, Diretora Executiva de Educação da STOTT PILATES™. “Ao mesmo tempo, ele ajuda a construir músculos fortes, saudáveis, melhora o fluxo sanguíneo, e envolve todos os músculos na hora certa, por tanto, ele trabalha seu corpo por dentro e por fora, proporcionando o condicionamento ideal”.

Treinamento do Core
A verdadeira definição do treinamento do core é amplamente conhecida na comunidade médica e de reabilitação como base para o recondicionamento da musculatura de suporte do corpo. O Pilates, como um método de exercício, concentra em trabalhar os músculos de dentro para fora, ao invés do contrário. Desta forma, as camadas mais profundas dos músculos do tronco, transverso abdominal e pavimento pélvico, para citar alguns, são treinados para proteger a parte inferior das costas, permitindo que o corpo execute movimentos com mais facilidade e fluidez. É possível conseguir isto através da realização de movimentos controlados, com atenção especial a conexão mente-corpo.
Infelizmente, não são apenas os músculos da parte inferior das costas que nos fazem sentir dor nesta área. Ombros e pescoço curvados, cabeça para frente e outros desvios posturais podem contribuir para o desconforto na lombar. A ampla gama de exercícios disponíveis no repertório de Pilates trabalha para restaurar o equilíbrio e o alinhamento de todo o corpo, reduzindo a dor nas costas causada devido ao estresse e a fadiga.
“Pilates ajuda pessoas de todas as idades e níveis físicos a superar as dores e, por conseguinte, a poder desfrutar das atividades cotidianas”, explica Linday G. Merrithew, presidente e CEO da STOTT PILATES™. “A atenção ao alinhamento adequado que o Pilates oferece através de suas inúmeras variações de movimento, com ou sem equipamentos, é uma transição natural a uma vida normal”.
A prancha
O Pilates se concentra em restaurar o equilíbrio, bem como fortalecer os músculos de maneira concêntrica e excêntrica – em movimentos de “dentro” e de “fora” – o que pode ajudar no controle muscular e a prevenir futuras lesões. Quando falamos dos músculos das costas, um dos exercícios mais efetivos é a prancha. A posição da prancha pode ser feita pela maioria dos praticantes em qualquer nível de condicionamento físico.
Na sua versão mais simples, o torso é mantido em uma posição neutra, enquanto as mãos repousam, os braços estão estendidos sob os ombros, pernas aduzidas e escapula estabilizada.  Manter a posição de prancha exige contrações isométricas dos estabilizadores do core, incluindo o transverso abdominal e o multífido.
O engajamento dos oblíquos interno e externo, bem como do reto abdominal, é necessário para garantir o alinhamento neutro da espinha. Estabilizadores da escápula, incluindo o serrátil anterior, trapézio médio e inferior e o grande dorsal, também são direcionados para manter as escapulas em alinhamento ideal. Na parte inferior do corpo, adutores da coxa ajudam a manter a posição pélvica e a ativar os músculos do assoalho pélvico.
Glúteos e os músculos posteriores da coxa também estão envolvidos na estabilização da pelve e do fêmur durante toda a duração do exercício. A execução bem sucedida da prancha incentiva uma conexão de corpo inteiro. Modificações da prancha podem ser realizadas com os cotovelos ou joelhos flexionados reduzindo o número de articulações a serem estabilizadas.
Variações da prancha
As variações específicas da prancha incluem as “pernas puxadas para frente” sobre o colchão e o “alongamento sobre o Reformer”. O primeiro é excelente para fazer a prancha da maneira completa, assegurando o melhor alinhamento possível. Para começar, ajoelhe-se: coloque as mãos sobre o colchão, alinhadas aos ombros e os joelhos sobre o colchão – eles devem estar ligeiramente atrás da pélvis, o quadril levemente estendido, e as pernas e os dedos aduzidos. O mais importante, a coluna lombar, torácica e cervical devem estar em alinhamento neutro.
Expire enquanto estende os joelhos, mantendo a estabilidade da posição neutra da coluna vertebral e ombros. Ao expirar, flexione os joelhos, mantendo a estabilidade da posição neutra da coluna vertebral e dos ombros. Ao inspirar, flexione os joelhos e abaixe-os, posicionando-os sobre o tapete. Aos poucos, aumente o tempo da posição da prancha, adicionando a respiração enquanto se mantém nela. O alongamento sobre o Reformer desafia a força da posição da prancha enquanto flexiona e estende os ombros.

Pilates: Ciclo menstrual e o desempenho físico




Sabemos que o exercício proporciona vários benefícios às mulheres no período que antecede e durante a menstruação. Por outro lado, estudos relatam que cada fase do ciclo menstrual também pode interferir na disposição e potencial físico, além do psicológico; variando de pessoa para pessoa.
Tal fato se deve às alterações hormonais. Por volta do 23º ao 28º dia do ciclo mentrual, a mulher se encontra na fase pré-mentrual, período em que se dá um aumento na taxa de progesterona, podendo reduzir o potencial físico do aluno. Além de diminuir a capacidade de concentração, estar mais propensa a fadiga muscular e irregularidades de humor. Entre o 5º ao 11ºdia do ciclo, na pós-menstrual, é secretado mais estrogênio e noradrenalina. Por isso, nessa fase, observa-se um melhor desempenho físico.
Há relatos de alguns pesquisadores que ao analisar as características contráteis dos músculos esqueléticos nas diferentes fases do ciclo, não encontraram diferenças significativas. Mas, apesar de a fisiologia e especificidade do esporte serem individuais, a maioria dos estudos tem encontrado uma baixa na performance na fase pré-menstrual, e uma boa melhora do desempenho na pós-menstrual.
Assim, é possível levar em consideração essa hipótese das mudanças hormonais durante o ciclo menstrual ao fazer o plano de treinamento e aplicar de acordo com a resposta e adaptação de cada aluna. Embora a hipótese seja considerada mais por técnicos desportivos, as praticantes de pilates também podem se beneficiar com a oscilação hormonal.Para tal, é importante investigar as características do ciclo menstrual, bem como o objetivo e perfil de cada aluna, para então decidir se tal hipótese seria considerável para a aluna em questão. E então, avaliar a resposta da aluna para a adaptação de variáveis como volume, intensidade, grau de dificuldade, psicológico, metabolismo, etc. De acordo com a análise individual, 
podemos somar mais uma ferramenta para otimizar os resultados.

Pilates para o tratamento da depressão



Com 121 milhões de pessoas atingidas no mundo, depressão demanda assistência médica e atividade física


O Pilates, método criado pelo alemão por Joseph Pilates em 1926, agora ganha status também entre os profissionais de saúde, especialmente aqueles que tratam de pacientes com depressão. É que a técnica que visa ao equilíbrio corporal e mental não tem contra-indicação, podendo ser praticada por qualquer pessoa a partir dos 10 anos de idade.
"O Pilates exige que o indivíduo esteja atento à realização de cada exercício. E é essa concentração que promove a desaceleração mental, a redução da ansiedade e o controle do estresse", descreve Eloisa Guimarães, fisioterapeuta e professora de Pilates. As sessões, com duração de uma hora, trabalham alongamento, respiração, alinhamento postural, tônus muscular e relaxamento.
Mesmo sem explicação científica que defenda a maior incidência da depressão entre as mulheres, Guimarães cita a relação com fatores hormonais e o excesso de papéis e responsabilidades assumidas como fator desencadeante. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a doença está associada a 850 mil óbitos no mundo e atinge, hoje, 121 milhões de pessoas. Se este quadro continuar em ascendência, a perspectiva da OMS é que até 2020 será a segunda maior causa de incapacidade e perda da qualidade de vida.
De acordo com a professora, no tratamento, cada caso é avaliado pelo psiquiatra assistente. Medicamentos e psicoterapia costumam ser associados. " A atividade física praticamente faz parte da prescrição, devido aos efeitos orgânicos que envolvem a liberação de neurotransmissores ligados á sensação de bem-estar" , explica.
Segundo Eloísa, na academia cresce o número de pacientes que buscam o Pilates por indicação do próprio médico ou terapeuta. "Uma das vantagens da técnica é que a sessão é realizada de maneira individualizada, em pequenos grupos de até quatro pessoas. Alunas que vivenciam algum tipo de necessidade, detectada na anamnese inicial, são muito beneficiadas por essa atenção personalizada e têm maiores chances de adesão à prática", explica a fisioterapeuta.